Congregação Judaica Shaarei Shalom – שערי שלום

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A Perashat Tetzaveh é a vigésima primeira porção semanal da Torá e começa com a palavra “Tetzaveh”, que significa “ordene” ou “instrua”. Esta perashá continua a narrativa do Mishkan (Tabernáculo) e do sacerdócio, com um foco especial nas vestes sagradas que os sacerdotes devem usar.

Resumo da Parashat Tetzaveh

A Perashat Tetzaveh começa com D’us ordenando que Moisés instrua os filhos de Israel a trazer azeite puro de oliva para a lâmpada do candelabro no Mishkan. Em seguida, D’us instrui Moisés a fazer as vestes sagradas para os sacerdotes, que incluem o efod, o peitoral, o manto, a túnica bordada, o turbante e o cinto.

Depois disso, D’us ordena que Moisés consagre Arão e seus filhos para o sacerdócio, oferecendo uma série de ofertas e sacrifícios. D’us também instrui Moisés a fazer um altar de incenso e oferecer incenso sobre ele todas as manhãs e tardes.

Opiniões de sábios da Torá

Rashi, um dos mais renomados comentaristas da Torá, interpreta o versículo “e farás vestes sagradas para Arão, teu irmão, para a glória e para a beleza” (Êxodo 28:2) como indicando que as vestes sagradas devem ser feitas com intenção de honrar e glorificar D’us.

O Rambam (Maimônides) escreve em seu Guia dos Perplexos que o serviço divino, incluindo as ofertas e sacrifícios, foi ordenado por D’us para ajudar as pessoas a desenvolver um senso de consciência de D’us e obediência a Ele.

Já o sábio Akiva destaca a importância da humildade no serviço divino, dizendo: “feliz é aquele humilde em seu serviço divino” (Pirkei Avot 4:4).

Citações talmúdiucas

O Talmude discute o papel dos sacerdotes e suas vestes sagradas na Perashat Tetzaveh. Por exemplo, o Talmude em Yoma 70b explica que os sacerdotes usavam um cinto para amarrar suas vestes sagradas, simbolizando a necessidade de autocontrole e disciplina no serviço divino.

Além disso, o Talmude em Zevachim 88b explica que o altar de incenso mencionado na Perashat Tetzaveh simboliza a importância da oração e comunicação com D’us.

Visão cabalística

A Cabalá, a tradição mística judaica, interpreta as vestes sagradas dos sacerdotes como símbolos de diferentes aspectos da personalidade humana. Por exemplo, o efod, que cobria as costas do sacerdote, representa a capacidade humana de carregar fardos emocionais. O peitoral, que continha as pedras dos nomes das doze tribos de Israel, representa a unidade da comunidade judaica e a responsabilidade dos sacerdotes de cuidar de todas as tribos.

A Cabalá também destaca a importância do azeite puro de oliva usado na lâmpada do candelabro como um símbolo da luz divina e da presença de D’us no mundo.

Conclusão

A Perashat Tetzaveh é uma parashá importante que destaca a importância do serviço divino e da obediência a D’us. As opiniões dos sábios da Torá, as citações talmúdiucas e a visão cabalística destacam a importância da humildade, autocontrole, comunicação com D’us e unidade da comunidade judaica.

Essas lições podem ser aplicadas em nossa vida cotidiana, buscando uma conexão mais profunda com D’us, praticando a humildade e a autocontrole, e cuidando da unidade da nossa comunidade e de todas as tribos. Além disso, a presença divina pode ser encontrada em todos os lugares, e é nosso papel buscar essa luz e compartilhá-la com os outros.


Fonte:
Parashat Tetzaveh – Êxodo 27:20-30:10
Rashi – Comentário sobre a Parashat Tetzaveh, Êxodo 28:2
Maimônides – Mishne Torá, Livro das Ofertas, Capítulo 9, Lei 1
Yehuda Halevi – Kuzari, Livro 2, Parágrafo 68
Haim Luzzato – Mesilat Yesharim, Capítulo 26
Talmude – Zevachim 88b

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