Congregação Judaica Shaarei Shalom – שערי שלום

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  1. Parte 1 – Glossário: Sefarditas (em hebraico, sefardi; no plural, sefardim); Asquenazes ou asquenazitas (do hebraico “ashkenazi”; plural ashkenazim); Em nosso trabalho, usaremos a palavra “Sefaradita” e Asquenazita.

Introdução – Para um se ter um entendimento do judaísmo Sefardita, trataremos um pouco da história dos judeus no exílio e a formação dos dois movimentos distintos: Sefardita  Asquenazita. Judaísmo Asquenazita: Definições de Movimentos:

  1. Reformista; 2. Ortodoxo; 3. Masorti; 4. Conservador; 5. Liberal.

Reformista – Foi o 1º Movimento a surgir – Frankfurt – Berlim – Alemanha (1840-1850) – Rab Moses Mendelssohn  – Motivo: O afastamento dos judeus das sinagogas – Implementou um judaísmo diferente nos ritos, tornando mais fácil e acessível. Tirou a separação entre homens e mulheres para que as famílias sentassem juntas. Foram tiradas as Brachots referentes ao Mashiach, pois achavam que não deviam depositar suas esperanças em um ser humano. Foram tiradas todas as orações referentes ao sacrifício do templo, não queriam falar de sangue. Traduziram as Brachots para o alemão. Não guardavam grande parte das leis kashrut, alegando que nos tempos antigos não havia refrigeração e com a “evolução” deveria ser reavaliado.

Movimento Ortodoxo – Surge em oposição ao movimento reformista.

Masorti – Com a chegada dos judeus nos EUA, o judaísmo ortodoxo era de assimilação e o Reformista era extremamente liberal, surge então um movimento “intermediário” chamado de  Masorti. O maior e mais organizado movimento é o reformista, pois existe uma  padronização em todas as sinagogas do mundo.

Quanto ao movimento ortodoxo existem grandes variações quanto as classificações e ritos: ortodoxo, ultra ortodoxo, ortodoxo moderno, hassidim … 82% dos judeus não estão filiados a nenhum movimento. 18% estão filiados a alguma instituição.

O Judaísmo Sefaradita não se enquadra em nenhuma dessas classificações citadas. Quando alguém procura a conversão, o fazem-na ao judaísmo e não para classe a, b ou c.

O judaísmo SEFARDITA não sofre divisão alguma, porém existem algumas comunidades Sefaraditas que sofreram a influência Asquenazita.

Quando os judeus Sefaraditas chegaram a Jerusalém encontraram judeus da Lituânia com Yeshivot estabelecidas dentro do rito Asquenazita, o que até hoje mesmo sendo comunidades diferentes são sujeitos a halachá Asquenazita. Dentro da cultura Sefardita uma resposta haláchica deve gerar uma explicação que possa gerar na pessoa um entendimento, e não uma resposta como um “conceito fechado”. Um rabino pode ainda indicar outro rabino, caso este não se ache capaz de ter uma responsa adequada sobre a questão.

Outros grupos: Neturei Karta – Em aramaico, “guardiões da cidade” é um grupo de judeus ultraortodoxos, que rejeitam o sionismo e se opõem ativamente à existência do Estado de Israel, sendo por isso acusados, por outros grupos judaicos, de serem “pró-árabes”. O grupo é constituído por cerca de 5.000 membros, concentrados principalmente em Jerusalém, mas há outros grupos menores, associados aos Neturei Karta em Israel, nos E.U.A. e na Inglaterra.

Caraítas – Do hebraico, qaraim ou bnei mikra, “Seguidores das Escrituras”, designa uma das ramificações do judaísmo que defende unicamente a autoridade das Escrituras Hebraicas como fonte de Revelação Divina. Os Caraítas formaram um movimento anti-rabínico, pois só usavam a lei escrita, desprezando assim os comentários rabínicos. Os Caraítas foram combatidos por Saadia Gaom que defendeu uma interpretação da lei judaica segundo a forma humanizantes dos talmudistas. Em virtude de suas reflexões entre as relações entre a religião e a filosofia, passou a ser considerado o primeiro filósofo do Judaísmo.

ISRAEL – ANO 600: Dois diferentes impérios: Bizantino – Cristão; Persa – Pagão; Os muçulmanos ainda não existiam. Israel chamava-se Palestina, quando o templo foi destruído no ano 70 por Roma, para humilhar o povo judeu o nome de Israel foi trocado em lembrança de seu grande inimigo Golias do povo filisteu, dando assim origem a Palestina. ANO 634 – Invasão Muçulmana Califado Umayyad (omíadas). ANO 637 – Os cristãos são expulsos e o califado se estabelece, controla a Síria, Judéia, Babilônia, (Iraque) Norte da África. ANO 638 – Damasco é usada como capital do governo do Califa Omar ibn al-Khattab ou Umar, da dinastia Umayyad (omíadas). ANO 691 – O califa, Omar, chega a Jerusalém, não toma a cidade pela força, institui a Convenção de Omar, que determinava o controle muçulmano sobre a cidade, mas reconhecia o direito à liberdade de expressão para judeus e cristãos em Jerusalém.

Encontra a cidade destruída e em péssimas condições, o Templo completamente destruído e na esplanada do templo de Salomão só restava a pedra Even hashtiya que do ponto de vista do judaísmo é a pedra da fundação do mundo. Em cima (ou ao redor, estava o Santo dos Santos). Omar quando encontrou essa pedra, percebeu que havia uma “marca”. A história muçulmana diz que foi nessa marca que o cavalo de Maomé se apoiou para subir ao céu, nesse lugar foi erguido pelos muçulmanos o domo da Rocha.

Ao redor da plataforma ainda existiam alguns edifícios que eram do Sanhedrim, onde eram decididas as leis, no lugar dos edifícios foi criada a mesquita Al-Aqsa em 691.

Os Umayyad  por razão do péssimo estado da cidade, decidiram derrubar tudo e reconstruir uma cidade nova. Tombaram grande parte da cidade e os escombros foram apoiados sobre grandes colunas em forma de arcos, onde hoje sustenta todo o bairro árabe.

Passado o tempo, surge outro califado, os Abácida Ele foi governado pela dinastia Abássida de califas, que construíram sua capital em Bagdá, tomam o controle em Israel sobre Israel. Haviam Judeus que moravam no Iraque, porque até então havia uma tolerância religiosa, portanto os judeus permaneceram no Iraque por muito tempo, desenvolveram escolas avançadas para o estudo do judaísmo e duas Yeshivot uma em Sura e outra em Pumbedita, onde foi escrito a Guemará.

MISNAH + GUEMARÁ = TALMUD. A convivência por mais tolerante que fosse por parte dos árabes, haviam leis de segregação racial que obrigavam os judeus a usarem cinturões amarelo, pois a semelhança física entre os dois povos era muito grande, inclusive na questão da circuncisão.

Os Abasidas se estendem ao Norte da África e entram na Espanha conquistando Andaluz e com o primeiro califa de Sefarad, chamado Abd ar-Rahman l (755). Junto com os árabes, entrou uma grande quantidade de judeus, havia uma liberdade de expressão e os judeus “colheram” (sem assimilar) a cultura grega, a cristã e a árabe e de certa forma incorporaram ao judaísmo. Fim da introdução (parte 1): Contribuição: Rabino Sefardita Manny Viñas – Sinagoga The Lincoln Park Jewish Center – new YorkCentro de Estudos Torá Émet

PARTE 2 – Quanto ao destino do exílio dos judeus, o único lugar mencionado no Tanakh é Sefarade, no livro do profeta Obadias 1:20. “…e os cativos de Jerusalém, que estão em Sefarade…”, nome hebraico medieval dado à Península Ibérica, incluindo Espanha e Portugal. O texto também enfatiza que são os cativos de Jerusalém, lugar onde ficava o Beit Hamiqdash (Templo de Salomão) e o Sanhedrim, (Sinédrio). Era o lugar da morada da nobreza de Israel, sabedores disso, eles diziam pertencer à nobreza de Israel. Sefarditas são descendentes dos judeus de Sefarade.

Em 1478, com os Reis Fernando e Isabel de Aragão no poder, dá-se início a inquisição e a expulsão para outros países, principalmente Marrocos, Salônica (Grécia), Turquia e Portugal e em conseqüência à perseguição, o Brasil e ainda outros países na América Central. O Sultão da Turquia escreveu uma carta ao Rei Fernando condenando a expulsão dos judeus. O judaísmo Sefardita compreende um estilo de vida com a preservação de seus ritos e costumes. Não existem divisões como no caso do judaísmo Asquenazi: reformista, ortodoxo, masorti, conservador e liberal, cabendo somente a palavra judaísmo.

Os judeus exilados na França e Alemanha ficaram conhecidos como “ashkenazim” (palavra hebraica para “alemão”), e a situação dos dois grupos nas comunidades onde estavam inseridos, foram bem distintas: os asquenazitas procuravam colocar-se sempre à parte dos goyim (gentios) temendo uma assimilação dos costumes, adotaram uma espécie apartheid, o que os levou a se estabelecerem em guetos, seus filhos não frequentavam as mesmas escolas que os gentios e o convívio social estava sempre à margem da sociedade.

Napoleão Bonaparte foi um sionista e destruiu os guetos dando liberdade a muitos judeus que desde o quarto Concílio de Latrão, usavam marcações especiais de identificação em suas roupas. Quando Napoleão foi enfrentar a Rússia, o movimento chassídico (Asquenazi) liderado pelos rabinos, proclama um jejum para que Napoleão não fosse vitorioso, pois isso libertaria os judeus de forma total e poderia levá-los a uma assimilação da cultura gentílica.

Para os rabinos sefarditas esse estilo de vida não faz sentido, pois os judeus em Sefarade eram muito prósperos, não viviam em guetos, tinham uma grande integração com todos e tudo. Na imaginação Sefardita, Portugal e Espanha (Sefarade), tornou-se a segunda Jerusalém.

Segundo o rabino Sefardita, Manny Viñas, dos EUA, Nova York, no Talmude existe um pequeno volume chamado de Guemará Guerím (tratado pequeno) que explica que o exílio foi para que os judeus pudessem interagir com os gentios, isto é, com o mundo que nos rodeia, como também para acolher todos os gentios (goyim) que quisessem se converter ao judaísmo. O rabino enfatiza que a Guemará Guerím não é muito lida por haver no seu escopo temas muito esclarecedores sobre a conversão ao judaísmo. [1]

  1. Judaísmo ultra liberal – Judaísmo (… Yahadút) é uma das três principais religiões abraâmicas, definida como a “religião, filosofia e modo de vida” do povo judeu. Originário da Bíblia Hebraica (também conhecida como Tanakh) e explorado em textos posteriores, como o Talmud, é considerado pelos judeus religiosos como a expressão do relacionamento e da aliança desenvolvida entre D´us com os Filhos de Israel. De acordo com o judaísmo rabínico tradicional, D´us revelou as suas leis e mandamentos a Moisés no Monte Sinai, na forma de uma Torá escrita e oral. Esta foi historicamente desafiada pelo caraítas, um movimento que floresceu no período medieval, que mantém vários milhares de seguidores atualmente e que afirma que apenas a Torá escrita foi revelada. Nos tempos modernos, alguns movimentos liberais, tais como o judaísmo humanista, podem ser considerados não-teístas.

O judaísmo afirma uma continuidade histórica que abrange mais de 3.000 anos. É uma das mais antigas religiões monoteístas e a mais antiga das três grandes religiões abraâmicas que sobrevive até os dias atuais. Os hebreus/israelitas já foram referidos como judeus nos livros posteriores ao Tanakh, como o Livro de Ester, com o termo judeus substituindo a expressão “Filhos de Israel.” Os textos, tradições e valores do judaísmo foram fortemente influenciados mais tarde por outras religiões abraâmicas, incluindo o cristianismo, o islamismo e a Fé Bahá’í. Muitos aspectos do judaísmo também foram influenciados, direta ou indiretamente, pela ética secular ocidental e pelo direito civil.

Os judeus são um grupo etno-religioso e incluem aqueles que nasceram judeus e foram convertidos ao judaísmo. Em 2010, a população judaica mundial foi estimada em 13,4 milhões, ou aproximadamente 0,2% da população mundial total. Cerca de 42% de todos os judeus residem em Israel e cerca de 42% residem nos Estados Unidos e Canadá, com a maioria dos vivos restantes na Europa. O maior movimento religioso judaico é o judaísmo ortodoxo (judaísmo haredi e o judaísmo ortodoxo moderno), o judaísmo conservador e o judaísmo reformista. A principal fonte de diferença entre esses grupos é a sua abordagem em relação à lei judaica.

O judaísmo ortodoxo sustenta que a Torá e a lei judaica são de origem divina, eterna e imutável, e que devem ser rigorosamente seguidas. Judeus conservadores e reformistas são mais liberais, com o judaísmo conservador, geralmente promovendo uma interpretação mais “tradicional” de requisitos do judaísmo do que o judaísmo reformista. A posição reformista típica é de que a lei judaica deve ser vista como um conjunto de diretrizes gerais e não como um conjunto de restrições e obrigações cujo respeito é exigido de todos os judeus.

Historicamente, tribunais especiais aplicaram a lei judaica; hoje, estes tribunais ainda existem, mas a prática do judaísmo é na sua maioria voluntária. A autoridade sobre assuntos teológicos e jurídicos não é investida em qualquer pessoa ou organização, mas nos textos sagrados e nos muitos rabinos e estudiosos que interpretam esses textos. Este texto é um excerto do artigo Judaísmo ultra liberal da enciclopédia livre Wikipédia. Na Wikipédia, está disponível uma lista dos autores. [2]

III. As Várias Formas do Judaísmo Moderno – Existem importantes diferenças entre as várias facções do judaísmo. Tradicionalmente, o judaísmo enfatiza a prática religiosa. Debates sobre tais assuntos, em vez de sobre crenças, têm causado séria tensão entre os judeus e levou à formação de três principais divisões no judaísmo.

Judaísmo Ortodoxo — Este ramo não apenas aceita que a “Tanakh” hebraica sejam as Escrituras inspiradas, como também crê que Moisés recebeu a lei oral de Deus no monte Sinai na mesma ocasião em que recebeu a Lei escrita. Judeus ortodoxos guardam escrupulosamente os mandamentos de ambas as leis. Crêem que o Messias (Mashiach) ainda está para vir e levar Israel a uma era de ouro. Devido a diferenças de opinião entre o grupo ortodoxo, surgiram várias facções. Um exemplo é o hassidismo.

Hassidins (Chassidins, significando “os pios”) — São encarados como ultra-ortodoxos. Fundada por Israel ben Eliezer, conhecido como Ba‛al Shem Tov (“Mestre do Bom Nome”), em meados do século 18 na Europa Oriental, seus adeptos seguem um ensino que destaca a música e a dança, resultando em alegria mística. Muitas de suas crenças, incluindo a reencarnação, baseiam-se nos livros místicos judaicos conhecidos como Cabala. Hoje são liderados por rebbes (“rabinos” em iídiche), ou tzádiks, considerados por seus seguidores como homens supremamente justos ou santos.

Os hassidins hoje são encontrados principalmente nos Estados Unidos e em Israel. Eles usam um tipo especial de vestimenta européia oriental, predominantemente preta, dos séculos 18 e 19, que os torna muito conspícuos, especialmente no cenário duma cidade moderna. Atualmente estão divididos em seitas que seguem diferentes destacados rebbes. Um grupo muito ativo são os Lubavitchers, que fazem vigoroso proselitismo entre judeus. Alguns grupos crêem que apenas o Messias tem o direito de restaurar Israel como nação dos judeus e, assim, opõem-se ao Estado secular de Israel.

Judaísmo Reformista (também conhecido como “Liberal” e “Progressista”) — O movimento começou na Europa Ocidental, perto do começo do século 19.

Baseia-se nos conceitos de Moisés Mendelssohn, intelectual judeu do século 18, que cria que os judeus deviam assimilar a cultura ocidental, em vez de se separarem dos gentios. Os judeus reformistas negam que a Tora seja a verdade revelada por D´us. Consideram obsoletas as leis judaicas sobre dieta, pureza e vestimenta. Crêem no que chamam de “era messiânica de fraternidade universal”. Em anos recentes, têm voltado a um judaísmo mais tradicional.

Judaísmo Conservador — Este começou na Alemanha, em 1845, como ramificação do Judaísmo Reformista, que, segundo se pensava, rejeitara um número excessivamente grande de práticas judaicas tradicionais. O judaísmo conservador não aceita que a lei oral tenha sido recebida por Moisés, da parte de D´us, mas sustenta que os rabinos, que tentaram adaptar o judaísmo a uma nova era, inventaram a Tora oral.

Os judeus conservadores submetem-se aos preceitos bíblicos e à lei rabínica se estes “atenderem às exigências modernas da vida judaica”. (O Livro do Conhecimento Judaico [em inglês]) Eles usam o hebraico e o inglês na sua liturgia e seguem estritas leis dietéticas (kashruth). Permite-se que homens e mulheres sentem-se juntos durante a adoração, algo não permitido pelo judaísmo ortodoxo. –  Postado pelo Eduardo G. Junior em Estudos Bíblicos , Judaísmo [3]

  1. Judaismo: Classico e Moderno, sao as mesmas coisas ou existem diferenças?

…Existem diferenças sim, e são muitas. Bem, na verdade o judaísmo se divide em 4. O Ortodoxo, o conservador (também chamado de classico), o reconstrucionista e o reformista (chamado de liberar ou moderno).

Judaísmo classico – As exigências para a conversão ortodoxa são as mesmas que as do judaísmo conservador/massortí. A principal diferença entre eles é que os rabinos ortodoxos geralmente não aceitam as conversões praticadas por rabinos não-ortodoxos (conservadores/massortís e reformistas), pois não reconhecem o bet din (corte religiosa) formado para avaliar os conhecimentos e a convicção do candidato. Este fato tem causado uma polêmica considerável dentro da comunidade judaica, e é importante que os candidatos potenciais à conversão estejam cientes deste problema.

As dificuldades surgem em casos específicos. Aqui vai um exemplo: uma mãe nascida não-judia foi convertida por um rabino não-ortodoxo e se casou com um homem judeu. Os filhos deste matrimônio foram criados como judeus, são considerados judeus pela comunidade em geral, mas não pelo movimento ortodoxo, pois a conversão da mãe não é reconhecida pelos ortodoxos (os filhos de uma mãe judia são automaticamente considerados judeus, mesmo que não tenham sido criados como judeus).

Conseqüentemente, se um desses filhos desejar se casar com uma pessoa ortodoxa, um rabino ortodoxo se recusará a celebrar o casamento sem uma prévia conversão ortodoxa. Os rabinos ortodoxos não celebram nem comparecem a um casamento ecumênico.

Judaismo reformista – Os judeus reformistas aceitam a lei judaica, porém colocam ênfase na autonomia moral dos indivíduos que decidem quais leis têm significado religioso para eles. No judaísmo reformista, o estudo da Torá, do Talmud e da Halachá são estimulados e considerados a fonte maior da tradição judaica, com o foco maior nas ações sociais e éticas baseadas nos escritos dos profetas.

Geralmente, o serviço religioso reformista nem sempre é feito inteiramente em hebraico, como nos movimentos ortodoxo e conservador/massortí; muitas orações são feitas na língua natal e podem ser incluídos textos inspiradores. Assim como no movimento conservador/massortí, o serviço religioso é igualitário: homens e mulheres sentam-se juntos nos serviços religiosos, compõem o minián (quorum mínimo de dez pessoas judias adultas para a realização de um serviço religioso público) e sobem ao púlpito para ler na Torá. Pode-se andar de carro no Shabat para ir à sinagoga e as mulheres podem ser ordenadas como rabinas.

…Sua pergunta foi sobre as diferenças entre o Judaísmo Clássico e Moderno.

A princípio, havia apenas a Torá. Os judeus eram aqueles que se apegavam à tradição de que seus antepassados tinham testemunhado uma assombrosa revelação no Monte Sinai, algo que mudara a maneira de eles entenderem o mundo e lidar com ele. Tinham um relatório escrito, copiosamente preservado até o mínimo detalhe, bem como uma vasta tradição oral que explicava aquele documento escrito. Ocasionalmente, havia detratores que questionavam a autoridade da Tradição Oral e dos rabinos que tomavam decisões baseados na tradição da Torá. Mas o alicerce do Judaísmo, unanimemente por três mil anos, era a revelação e suas implicações.

Com o advento da classe média na Europa, muitos judeus sentiram a necessidade de não parecer tão diferente de seus vizinhos. Na Alemanha do século dezenove, nasceu o Movimento Reformista. Seus líderes terminaram por repudiar a crença na divindade da Torá.

Quando na América, grande parte da liderança ficou consternada com a rejeição do Movimento Reformista pelas leis da alimentação casher, circuncisão, cessação do trabalho no Shabat e muitos outros preceitos da Torá, eles formaram o Movimento Conservador. Chamaram-no assim porque seu objetivo declarado era conservar determinados rituais que eles consideravam elementos característicos do Judaísmo, enquanto ao mesmo tempo permitiam aquelas reformas necessárias para torná-lo aceitável ao judeu de sua época.

Enquanto isso tudo ocorria, havia aqueles judeus teimosos que se recusavam a mudar. Adotaram diversas estratégias para enfrentar os desafios da modernidade. Alguns tomaram um caminho ainda mais estrito que antes, outros fizeram adaptações que, segundo eles, não afetariam a divindade da Torá. Outros ainda procuraram um significado mais profundo na Torá, voltando-se aos aspectos espirituais ou místicos.

Todos estes foram englobados pelos movimentos separatistas Reformista e Conservador como “ortodoxos” – significando aqueles que não se desviariam do caminho reto para se adaptar. Até hoje, muitos judeus recusam-se a ser rotulados com este termo, preferindo descrever-se como “observantes de Torá” ou simplesmente “Shomer Shabat”. Desde a Segunda Guerra Mundial, o Movimento Reformista tem feito muitas investidas importantes no sentido de voltar à tradição. Nos anos mais recentes, abraçaram novamente o ritual e a espiritualidade.

A melhor resposta é que a própria Torá, sendo um documento eterno, previne-se para mudanças com adaptabilidade embutida. Grandes líderes, como Rabi Shneur Zalman de Liadi (Chassidismo Chabad), Rabi Samson Rafael Hirsch (Ortodoxia Alemã), Rabi Yisroel Salanter (Movimento Mussar) e Sarah Schneurer (educação de Torá para meninas) conseguiram ver aqueles aspectos da Torá que se aplicam a uma era diferente. Eles destacaram aquelas áreas e demonstraram sua aplicação, em vez de fazerem mudanças que desafiam os alicerces da Fé Judaica.

A Torá nos foi outorgada por D’us há mais de 3 mil anos. Aplica-se a todas as situações e em todos os tempos para todos os judeus, independente a que “tribo” ele pertence, ou em que “linha” se conduz.

A Torá contém temas extremamente relevantes e é dotada de instruções fundamentais para podermos entender os acontecimentos atuais a nível mundial. Para isto é necessário apenas uma coisa: abrir nossas mentes e corações e estudá-la e desta forma, e só então, compreender e aplicar sua ilimitada grandeza. Falo com base, pois sou Judeu! Abraços [4]

 

  1. O Sidur Ner Shabat – Rito sefaradi

Sinopse – Sidur Ner Shabat, pertence a coleção “Ner” compilada e editada pelo Rabino Moisés Elmescany e o Chazan David Salgado. Este sidur – livro de orações judaicas – tem o texto original em hebraico e também a trandução e a transliteração para o português. É apropriado para judeus sefaraditas, oriundos de Portugal, Espanha e do Marrocos.

Prefácio – Nada seria mais gratificante para um frequentador de Sinagoga do que o prazer de poder acompanhar todas as Tefilot (Orações) sem nenhuma interrupção ou expressão do tipo: “Em que página está? O que é isso que o Chazan (Oficiante) está dizendo agora?”. As comunidades Sefarditas Marroquinas encontraram na Sinagoga o lugar central e principal para suas atividades comunitárias.

É o Beit Hakenesset (Sinagoga) quem congrega seus membros inúmeras vezes ao ano; todos os dias da semana, aos sábados especialmente, nas datas e festas religiosas e cívicas, nos chamados Iamin Noraim – Dias Temíveis – (de Rosh Hashaná até ao Iom Kipur) em ocasiões marcantes da vida como núpcias, Berith-Milá, Bar-mitzvá, Bat-Mitzvá, ocasiões menos alegres também, como nas Mishmarot de semana, mês ou ano, as Nachalot que lembram as datas de falecimento, as Hilulot de nossos sábios, Ribi Meyr Baal Hanes e Ribi Shimon Bar Yochai, enfim, uma comunidade tradicional como as sefarditas marroquinas, vivem em torno do Beit Hakenesset.

 

O Shabat é o dia mais importante para o judeu. As Tefilot para o Shabat são sagradas e os judeus devem fazê-las com Cavaná – com intenção verdadeira –  e para isso, devem compreender o que estão rezando, não podendo fazê-las pelas metade ou em parte. Tampouco devem estar perdidos e desconcentrados o que tornaria uma Sinagoga um lugar à toa – D-us nos livre – ou um simples local para encontros semanais. Logo, buscamos solucionar e vencer esse obstáculo. Foi então que surgiu a ideia de elaborarmos o Sidur Ner Shabat para as Tefilot de Shabat.

Ner Shabat tem por finalidade colaborar com o leitor e frequentador da Sinagoga facilitando-o para que alcance uma leitura fluente em hebraico, ou quando desconhecer este idioma fazê-lo no transliterado ou ainda traduzido ao português, de modo a cumprir o que disse o Rei Shelomo/Salomão: “Quanto maior o povo, maior a glória do Rei” (Mishlei/Proverbios 14,128). Atingir assim, todo o Kahal (público), tanto homens como mulheres, jovens e crianças, com o teor mais profundo de nossas Tefilot. Para obtermos tudo isso, buscamos o melhor e mais moderno que existe no mercado em matéria de digitação eletrônica e programação visual para os Sidurim (livros de reza). Nesta primeira edição temos na leitura do hebraico uma sinalização das Nekudot, ou seja, das vogais, onde as regras são facilmente reconhecidas, pois quando aparecer uma letra que sua vocalização transforma-se, como por exemplo:

a vogal Kamats, que é a letra “a”, torna-se “o”, ela aparecerá em destaque, ou seja, maior do que as outras. Mesma situação acontece com o Shevá, que é uma vogal muda, e dependendo da situação gramatical transforma-se em “e”, aparecendo em destaque, num nível maior.

Também sinalizamos a sílaba tônica das palavras paroxítonas com uma Gayá, que é um traço em baixo da letra onde há a tonicidade da palavra. A palavra que não houver sinalização deve-se pronunciá-la como oxítona, ou seja na última sílaba.

Outra característica importante deste trabalho é que as explicações no texto em hebraico estão traduzidas para o português facilitando ao leitor que lê hebraico mas não compreende, característica muito comum nas comunidades judaicas da Diáspora.

Este livro tem por Nussach – ritual de oração – o Nussach Sefaradi, da maneira como recebemos de nossos pais que aportaram no início do século XIX, provenientes em sua maioria do norte de África, de cidades de Marrocos, como Tênger, Tetuan, Salé, Rabat, Fez, Marraquexe, Casablanca e outras. A sequência é devidamente seguida de modo que tudo encontra-se no seu lugar apropriado, tendo quando necessário uma observação para eventos anuais do calendário hebraico, como Rosh Chodesh, Chanucá, Sefirat Haômer, Pirkei Abot, Limud Chodesh Nissan, Shabat Zachor e todas as Parashiot para a  Minchá de Shabat. Também adicionámos as Hashkabot e Mi Sheberach no final do livro.

Pedimos a D’us, que abençoe esta obra e que todos possam dela usufruir.

Belém, 01 de Tamuz de 5766 – Rabino Moysés Elmescany

Yerushalaim, 01 de Tamuz de 5766 – Chazan David Salgado (Elmaleh)

 

Fontes: [1] http://www.bneianussimbrasil.com/p/o-judaismo-sefardita.html

[2]http://pt.cyclopaedia.net/wiki/Judaismo-ultra-liberal

[3] 17 de Nov de 2009: http://bibliotecabiblica.blogspot.com.br/2009/11/as-varias-formas-do-judaismo-moderno.html

[4] https://br.answers.yahoo.com/question/index;_ylt=A0LEVjmc0uhTnl0Ar3VjmolQ;_ylu=X3oDMTByZHI5MXByBHNlYwNzcgRwb3MDNgRjb2xvA2JmMQR2dGlkAw–?qid=20080224091812AAm32KU

[5] http://euroenigma.wordpress.com/2013/12/03/sidur-ner-shabat-%d7%a9%d7%93%d7%95%d7%a8-%d7%a0%d7%a8-%d7%a9%d7%91%d7%aa-rito-sefaradi/

 

Coordenador: Saul Stuart. Gefter

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