Congregação Judaica Shaarei Shalom – שערי שלום

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1) Parashát: Pinchas – Bamidbár/Números 25:10 – 30:1- Pinchas agiu com fervor ao impedir uma exibição pública de imoralidade. Cessou, com isso, a praga que estava matando milhares de pessoas. Ele é recompensado, tornando-se Cohen por decreto Divino. O Todo-Poderoso ordena Moshé (Moisés) a atacar os Midianitas como retaliação ao plano imoral perpetrado contra os Israelitas. Um novo censo é realizado…, revelando que há 601.730 homens em idade de servir o exército. D’us orienta a divisão da Terra de Israel entre as 12 tribos. Os Levitas são contados.

Dvar Torá: baseado no livro, “Ame Seu Próximo”, do rabino Zelig Pliskin
A Torá declara: “E D’us falou com Moshé dizendo: ‘Pinchas, filho de Elazar, filho de Aharon, o sacerdote, desviou minha fúria do Povo de Israel, zelando por Meu nome entre eles, e assim não consumi os Filhos de Israel com minha ira'” (Bamidbár/Números 25:10,11). Por que a Torá traça a linha genealógica entre Pinchas e Aron, seu avô?

O rabino Chaim Shmuelevitz, (Israel, f.1979) o diretor anterior da Yeshivá de Mir em Jerusalém, explicou que somente uma pessoa com verdadeiro amor pelo Povo de Israel, como Aron (Arão), que amava a paz e buscava a paz, poderia reagir com tanto zelo e entusiasmo. Zimri descaradamente cometeu um ato de imoralidade com uma Midianita e em público. Em resposta, Pinchas matou os dois. A reação de Pinchas poderia parecer cruel e ter concebivelmente sido motivada por uma tendência à violência ou por ódio pessoal. Se a pessoa é um verdadeiro ‘Ohev Israel’, uma pessoa que verdadeiramente ama o Povo de Israel (como Pinchas o era), podemos estar certos que esta pessoa é motivada apenas por seu grande amor ao Todo-Poderoso e pelo o Povo Judeu. O rabino Chaim de Brisk (Lituânia, 1853-1918) certa vez explicou melhor este zelo unido ao entusiasmo: “Ambos o dono da casa e um gato querem destruir os ratos. A diferença está em suas atitudes. O dono da casa verdadeiramente quer se livrar deles. O gato, entretanto, quer que haja ratos para atacá-los”. O mesmo se aplica a protestos contra crimes ou maus atos. Devemos sinceramente não desejar estes maus atos. Não devemos apenas usar os maus atos como uma oportunidade de nos engajarmos em protestos.

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