Congregação Judaica Shaarei Shalom – שערי שלום

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  1. Resumo:

David Ben-Gurion (Płońsk 18861973; nome de nacemento: David Gruen) foi primeiro ministro de Israel entre 1948 e 1953 e de novo de 1955 a 1963.  Convertido en Rusia ao sionismo e ao socialismo, en 1906 trasládase a Palestina, en 1915 as autoridades otomanas expulsárono de Palestina polas súas actividades políticas e aséntouse en Nova York, voltou a Palestina cando os británicos a conquistaron.  Ben-Gurion converteuse nun dos líderes do sionismo laborista, cando esta era a tendencia maioritaria no seo da Organización Sionista Mundial. Ben-Gurion foi o arquitecto da Yishuv, que creou un estado xudeu dentro do estado, e da Haganah, a organización paramilitar laborista. [1]

Político israelense, Ben Gurion ingressou cedo no movimento sionista e, em 1906, estabeleceu-se na Palestina, onde fundou e dirigiu o movimento Poale Sion (“trabalhadores de Sion”; social-democrata).

Expulso da Palestina, organizou o movimento entre os judeus nos EUA. Voltou para a Palestina (1918) e transformou o movimento em partido, chamado Mapai (Partido Israelense dos trabalhadores) desde 1930.

Foi secretário-geral da federação dos sindicatos (Histadrut), da qual foi um das fundadores (1920). Desde 1935, presidente da Agência Judaica e do Executivo Sionista, sendo o autor do programa mínimo do sionismo (Programa de Baltimore, 1942).

Conseguiu nas Nações Unidas uma resolução favorável á criação do Estado de Israel; foi eleito presidente do Conselho Nacional Provisório, que proclamou a independência de Israel (abril de 1948). Foi primeiro-ministro, ministro da Defesa, e organizou o Exército de Israel. Voltou ao cargo de primeiro-ministro (1955-1963) e dirigiu a Operação Sinai (1956).

Em 1965, desligou-se do Mapai, organizando um pequeno partido de oposição, o Rafi. Embora vivendo retirado na colônia do Sedeh Boker (Negev), continuou exercendo influência na política de Israel. [2]

  1. Ben-Gurion e Hadassah – 1947-1948 Nasce o Estado de Israel,

Em 1947, as Nações Unidas propõem o Plano de Partilha para o estabelecimento de um estado judeu e um estado árabe na Palestina. Os judeus aceitam o plano, os árabes o rejeitam e respondem com violência. O Hadassah encontra-se sob ataque. Em abril de 1948, um comboio de médicos, enfermeiros e pacientes sofre uma emboscada e 77 pessoas são mortas. O Centro Médico Hadassah no Monte Scopus, na parte oriental de Jerusalém, impossibilitado de garantir a segurança de seus médicos e pacientes, permanece desocupado durante 19 anos.

Em maio de 1948, nasce o Estado de Israel. Um mês depois, Israel trava a guerra de independência. O Hadassah expande seus serviços para lidar com as situações de emergência e o enorme fluxo de novos refugiados e imigrantes. O primeiro-ministro de Israel, David Ben Gurion, solicita ao Hadassah a construção de uma nova “colina de tratamento e cura” na parte ocidental de Jerusalém. Em 1961, o Centro Médico Hebraico Universitário Hadassah em Ein Kerem, em Jerusalém, abre suas portas. [4]

  1. Israel e OTAN – …as relações entre Israel e a OTAN deveriam ser melhores. Fundada um ano após o Estado de Israel, a OTAN era constituída por Estados cristãos, com uma excepção apenas a partir de 1952: a Turquia. Nenhum dos membros da OTAN tinha quaisquer objecções fundamentais relativamente à existência do Estado hebraico, tendo a maioria votado a favor da sua criação. Além disso, Israel sempre defendeu valores liberais – ainda que inicialmente evidenciassem uma forte conotação socialista – e democráticos. Por essas mesmas razões, e ainda porque o Primeiro Ministro David Ben-Gurion receava o isolamento do seu país no caso de outra guerra mundial, Jerusalém assumiu uma posição pró Ocidental durante a Guerra Fria. Mas foi preciso pagar um preço: quanto mais pró Ocidentais as posições de Jerusalém, mais problemáticas as suas relações com o Bloco de Leste.

 

Durante os anos cinquenta e início dos anos sessenta, o principal membro da OTAN, os Estados Unidos, receava que o apoio a Israel lançasse os Estados árabes nos braços da União Soviética. Assim, não só rejeitou qualquer ideia sobre a adesão de Israel à organização, como adoptou uma postura bastante anti-israelita. Primeiro, recusou vender armas a Israel, uma política que manteve mesmo depois do chamado “negócio de armas checas” ter perturbado o equilíbrio militar no Médio Oriente, situação que se manteve durante grande parte da administração Kennedy. Depois, ao enviar um ultimato ao Primeiro Ministro israelita, David Ben-Gurion, o Presidente Dwight D. Eisenhower aliou-se ao Chefe de Estado soviético, Nikita Khrushchev, para forçar Israel a entregar a Península do Sinai, pouco depois da sua conquista em 1956.

Além disso, Washington fez o que pôde para travar o recém-criado programa nuclear de Israel, permitindo que fossem publicadas no The New York Times fotografias tiradas por aviões espiões U-2 que provavam a existência desse programa. Subsequentemente, o Presidente John F. Kennedy enviou diversas mensagens ameaçadoras a Ben-Gurion, contribuindo para a decisão deste último de se demitir, em Julho daquele ano.

 

É verdade que Israel participa no Diálogo Mediterrânico da OTAN desde a sua criação em 1994. De facto, em 2001, tornou-se o primeiro país participante a assinar um acordo de segurança com a OTAN, estabelecendo um quadro para a protecção de informação classificada. Além disso, durante o último ano pôde-se vislumbrar uma melhoria no ambiente. Em Dezembro de 2004, Israel participou na primeira reunião entre a OTAN e o Diálogo Mediterrânico ao nível dos ministros dos negócios estrangeiros. Em Fevereiro deste ano o Secretário-geral da OTAN, Jaap de Hoop Scheffer, visitou Israel. Em Março, realizou-se um primeiro exercício naval conjunto da OTAN e de Israel, em águas territoriais israelitas. Em Maio Israel foi aceite como membro da Assembleia Parlamentar da OTAN, e em Junho as tropas israelitas participaram em exercícios da OTAN no Mediterrâneo e na Ucrânia.

Não obstante esta evolução, as relações entre a OTAN e Israel, ao contrário das relações entre Israel e vários membros importantes da OTAN, há muito que se caracterizam por uma mistura de desprezo e de desconfiança. Por um lado, recordando a sua experiência com os militares de manutenção da paz da ONU no Líbano (cujo papel principal foi proteger a Hezbollah), Israel continua a opor-se firmemente a qualquer destacamento de tropas da OTAN para os territórios ocupados da Faixa de Gaza. Por outro lado, durante a sua visita a Israel, o Secretário-geral De Hoop Scheffer disse ao mundo inteiro que a adesão de Israel à OTAN é tão improvável hoje como era quando a ideia surgiu, há cerca de meio século. É evidente que ambas as partes ainda têm de proceder a uma mudança radical de atitude. Até lá, tudo o que fazem será, em grande parte, meramente simbólico. [5]

 

D. Ben Gurion e Adolph Eichmann – 1960: O primeiro-ministro israelita, David Ben-Gurion, anuncia a captura na Argentina do nazista Otto Adolf Eichmann (estratega da logística de deportação e extermínio de judeus). [6]

 

Os deveres de Eichmann durante a guerra: Eichmann tinha o dever de explusar a comunidade judaica. Primeiro foi um oficial da imigração judaica, depois implementou a estratégia dos campos de concentração. Em 1942 Eichmann ajudou a organizar a “Conferência de Wannsee” onde ele e Heydrich, juntamente com 15 burocratas nazis, planearam a exterminação dos judeus por toda a Europa. Também esteve ligado ao terrível acto de matar judeus usando banhos e câmaras de gás. O desejo de Eichmann de matar judeus era tão forte que foi ele quem aprovou o uso de ziclónio B (um gás muito venenoso). No fim da guerra, em 1944, ainda viajou pelo Reich para se assegurar que tudo estava bem, e que o extermínio continuava.

Mesmo no fim, quando os aliados estavam a cercar o Reich de Hitler por todos os lados, não parou o transporte de judeus (para os campos de extrmínio) quando Himler lhe ordenou.

Após a guerra – A fuga e a captura em Argentina – Ele foi capturado devido à permissão de David Ben Gurion para se caçar criminosos de guerra. Primeiro a MOSAD recebeu informação sobre ele, mais tarde puseram a sua casa sob vigilância e, em 1960, atacaram. Após terem-no deixado assinar uma declaração de como ia “de livre vontade”, contrabandearam-no para Israel. [7]

  1. Pronunciamento do Primeiro Ministro Ehud Olmert na cerimônia em Homenagem ao Primeiro Ministro David Ben Gurion, Kibbutz Sde Boker – 27 de novembro de 2006

“… David Ben-Gurion, quando homem de estado já aposentado, dizia que em troca da paz verdadeira, Israel deveria ceder uma grande maioria dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias. Muita coisa aconteceu desde então, muitos fatos ocorreram, acordos foram assinados, e a arena internacional e regional sofreu transformações difíceis de serem descritas. “… O conflito sangrento com os palestinos não terminou. O diagnóstico básico de Ben Gurion continua válido, e continua a guiar – com as emendas necessárias – a posição dos governos israelenses em nossa política de paz atual.

Já no nascimento do Estado de Israel, Ben-Gurion estendeu sua mão em sinal de paz às nações árabes. Sua mão foi rejeitada, mas continua estendida. Eu estendo minha mão em sinal de paz aos nossos vizinhos palestinos, com a esperança de que ela não será rejeitada.

Eu, de todo o coração, me identifico com as declarações feitas por Ben-Gurion em relação a todos os governos de Israel de lutar pela paz:

“Consideraria um grande pecado, não apenas em relação a nossa geração, mas também em relação às futuras gerações, se não tivéssemos feito tudo que estivesse ao nosso alcance para conseguir uma compreensão mútua com nossos vizinhos árabes, e se as futuras gerações tivessem motivo para culpar o governo de Israel de perder uma oportunidade de conseguir a paz…”

Deste local, da beira do penhasco que dá para a antiga paisagem do “Córrego Tzin” – o local escolhido por David Ben-Gurion como o último abrigo para ele e sua esposa Paula – o chamamento do Estado de Israel à paz pode ser ouvido claramente e decisivamente. Que este chamado possa ecoar e ser respondido positivamente desta vez.

Que a memória de David e Paula Ben-Gurion seja abençoada.”

  1. Uma das “100 pessoas mais influentes do século XX” … o pai fundador e primeiro-ministro de Israel, que foi nomeado pela revista Time como uma das “100 pessoas mais influentes do século XX”. David Ben Gurion impulsionou a criação do movimento trabalhista israelita e do exército; esteve à frente da Agência Judia, encarregada de transferir os imigrantes para a Palestina e conduziu Israel à vitória durante a primeira guerra com os estados árabes. O trabalho de David Ben Gurion estendeu-se ao longo de 50 anos, uma tarefa que implicou um elevado custo para a sua vida pessoal. Apesar do seu carácter compassivo, Ben Gurion podia agir com cruel determinação se necessário. Intuitivo, audacioso, imprevisível… David Ben Gurion foi um Moisés moderno, que guiou os Judeus de volta à sua antiga Terra Prometida. [3]

Fontes:

[1] Wikipedia – http://gl.wikipedia.org/wiki/David_Ben_Gurion

[2] Jewish Brazil: http://www.jewishbrazil.com/bengurion.htm

[3] Canal de Historia: http://www.canalhistoria.com/pt/012ficha_programa.php?housenumber=ID101FTV

[4] Hadassah International – http://www.hadassahinternational.org/default.asp?ID_Language=4&section=au&subsection=h

[5] Notícias de OTAN: http://www.nato.int/docu/review/2005/issue4/portuguese/art4.html

[6] Sentidos da Vida:  http://sentidosdavida.blogspot.com/2007_05_01_archive.html

[7] NetSaber, Resumos: http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo.php?c=3656

[8] Pletz.com – Notícias: http://www.pletz.com/novo_artigos/29113.html

Coordinador: Saul S. Gefter

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